Dados divulgados pelo Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde ontem (01), mostram que o Brasil já registra 4.176.710 casos prováveis de dengue somente nos primeiros quatro meses deste ano. Quanto aos óbitos, 2.073 foram confirmados e 2.291 estão sob investigação.

 

Comparado aos anos anteriores, 2024 já ultrapassou os registros de 2015 e 2023, que até então eram os anos com maior número de casos. O coeficiente de incidência da doença no país é 2.032,7 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica uma situação como epidemia quando essa taxa de incidência ultrapassa 300.

  

A distribuição entre homens e mulheres mostra que 44,9% dos casos prováveis são em homens e 55,1% em mulheres. A faixa etária mais afetada é a de 20 a 29 anos, com maior incidência entre as mulheres.

 

Minas Gerais é o estado com o maior número de casos prováveis, totalizando 1.240.171, até a última atualização. O estado de São Paulo atingiu a marca de 820.779 casos confirmados de dengue, segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses. São 547 óbitos pela doença e outros 663 em investigação.  

 

No dia 03 de abril, a Prefeitura de Joanópolis emitiu o Decreto nº 3.160 declarando situação de emergência em saúde pública no município em razão da dengue. Segundo o documento, a declaração se refere adoção de todas as medidas administrativas e assistenciais necessárias à contenção do aumento do número de casos de arboviroses na cidade.

 

Diante do aumento de casos de dengue em Joanópolis, a Secretaria de Saúde, em parceria com a Santa Casa de Misericórdia, montou uma equipe exclusiva para atender pacientes suspeitos ou confirmados. Segundo a Prefeitura, o objetivo é oferecer um atendimento de qualidade aos pacientes diagnosticados com dengue, reduzindo a alta demanda nos serviços de saúde.

 

As condições climáticas favoráveis, com períodos chuvosos e altas temperaturas, têm impulsionado a proliferação do Aedes aegypti. A prevenção envolve eliminar criadouros do mosquito, como água parada em recipientes. Medidas simples, como manter reservatórios de água cobertos e eliminar água parada em pneus, latas e garrafas, são essenciais para evitar a reprodução.

 

Para evitar a picada do mosquito, é essencial também adotar medidas de proteção individual, especialmente em áreas com maior risco de infestação. Recomenda-se cobrir as áreas expostas do corpo com roupas de manga comprida e calças, além de utilizar telas mosquiteiras em portas e janelas, e sobre a cama. O uso de repelente também é eficaz na prevenção.

 

Além disso, é importante que a população fique atenta aos sintomas da dengue, que incluem febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele. Em casos mais graves, podem ocorrer sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramento de mucosa. Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico.

*Reportagem publicada no impresso Jornal TRIBUNA da Cidade – Edi. 185 - abril de 2024 – e atualizada em nosso portal.

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