Essência & Estratégia: Marketing em Perspectiva - A banalização do conteúdo criativo nas redes sociais

Publicada em: 09/04/2026 16:47 -

 Publicitária e empreendedora, compartilho nesta coluna reflexões e insights sobre branding, marketing, comportamento e mercado. O objetivo é provocar olhares mais amplos sobre como as marcas se constroem. Não apenas por estratégias, mas também por conexão com as pessoas.

Nos últimos anos, uma frase virou quase um mantra no marketing digital: “você precisa criar conteúdo”.

A ideia é correta. O problema é que, no meio do caminho, muita gente passou a acreditar que criar conteúdo é simplesmente postar qualquer coisa. E não é.

Especialmente pequenas empresas, onde ainda estão aprendendo a se posicionar nas redes sociais, é comum ver vídeos, memes e frases apenas para manter uma frequência de postagem. O resultado, muitas vezes, é um conteúdo vazio que não comunica valor, não transmite sentimento e, pior, não representa verdadeiramente a marca.

Conteúdo não deveria ser apenas preenchimento de espaço. Ele precisa ter intenção.

Antes de publicar qualquer coisa, vale fazer algumas perguntas simples: Esse conteúdo representa o que a minha empresa acredita? Ele transmite algum valor real para quem está assistindo ou lendo? Ele reforça a imagem que quero construir com a minha marca?

Porque, quando essas perguntas não são feitas, o efeito pode ser justamente o contrário do esperado.

Alguns conteúdos tentam apostar no humor, por exemplo, mas acabam escorregando em piadas que podem ofender pessoas, minorias ou até os próprios colaboradores da empresa. Outros entram em tendências sem pensar se aquilo realmente combina com a identidade da marca. E no fim das contas, o público percebe, e desaprova.

Criar conteúdo não é apenas “criar conteúdo”. É escolher uma mensagem. É assumir um posicionamento. É contar uma história. É representar um ideal.

Por isso, mais importante do que publicar com frequência é publicar com consciência. Conteúdo eficaz não nasce da pressa ou da obrigação de aparecer, mas da clareza sobre o que a marca quer dizer e de que forma quer ser lembrada.

Conteúdo bom não é o que aparece mais. É o que fica.

Lia Cumino

E-mail: cuminonatalia@gmail.com

@liacumino

*Artigo publicado no impresso Jornal TRIBUNA da Cidade – Edi. 203 - março 2026

 

 

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