COMUNICADO - Governo Cristiano da Ema: retirar uma placa é tentar apagar a história – e Joanópolis não merece ter sua memória reescrita por conveniência política

Publicada em: 10/04/2026 18:27 -

Aos nossos leitores – em especial àqueles que nos procuraram por meio de mensagens e abordagens diretas – esclarecemos que o Jornal TRIBUNA da Cidade e o canal Tribuna Joa acompanha, com atenção e senso de responsabilidade, os acontecimentos recentes envolvendo o Museu Municipal Professora Neide Rodrigues Gomes, reinaugurado neste dia 09 de abril pelo atual gestor da cidade.

A ausência da placa original que registra a construção e inauguração da referida obra não pode ser tratada como um detalhe irrelevante. Trata-se de um elemento que compõe a memória institucional da cidade e, como tal, carrega o reconhecimento de um esforço coletivo que transcende gestões e circunstâncias políticas.

É de conhecimento público que nenhuma administração atua de forma isolada. No caso específico, a obra em questão remonta a um período em que houve a recuperação de recursos anteriormente perdidos, o cumprimento de prazos e a entrega de um equipamento que, além de sua função cultural, resgata simbolicamente parte significativa da identidade de Joanópolis. Sua inauguração, em 17 de agosto de 2020 – data emblemática para o município –, ocorreu em um contexto adverso (pandemia), o que reforça ainda mais o empenho daqueles homens – o então prefeito Mauro Apº Garcia Banhos, profissionais de respectivas secretarias envolvidas, e autoridades que compõem essa história e o histórico da obra da réplica da Cadeia.

O que ora se observa, portanto, não deve ser interpretado sob a ótica simplista de disputas políticas ou de alternância de poder, mas sim como uma questão mais profunda: o respeito à história, à memória e às contribuições que, independentemente de autoria, ajudaram a construir o patrimônio coletivo da cidade.

Causa preocupação que decisões dessa natureza possam ser tomadas sem a devida consideração pelo significado histórico que carregam. A memória de um povo não se reescreve ao sabor de conveniências, tampouco se apaga pela ausência de reconhecimento formal. Pelo contrário, ela se fortalece quando preservada com integridade, inclusive nos seus registros mais simbólicos.

Diante disso, ecoamos a reflexão levantada por diversos segmentos da sociedade local – educadores, historiadores, profissionais liberais, empresários e cidadãos: qual é, afinal, o compromisso efetivo com a preservação da verdade histórica para as gerações futuras?

Reforçamos que o periódico TRIBUNA da Cidade, ao longo de suas décadas de atuação, mantém como princípio a defesa da memória, da transparência e do respeito institucional. Seguiremos atentos, registrando os fatos e suas circunstâncias, com o compromisso de oferecer à população um relato fiel e responsável, contribuindo para que a história de Joanópolis permaneça íntegra – não como instrumento de ocasião, mas como legado permanente de seu povo.

Cumpre destacar, ainda, que a Lei nº 3.274, de 7 de novembro de 2025, já sancionada e em vigor, estabelece a proibição da remoção, substituição ou alteração de placas de inauguração de obras públicas realizadas por gestões anteriores. A norma determina a preservação das informações originais, permitindo apenas a inclusão de novas placas complementares em caso de reformas ou ampliações, sem prejuízo da anterior, e prevê responsabilização administrativa em caso de descumprimento. A medida reforça o princípio da memória institucional e da continuidade administrativa.

Além disso, permanece aplicável a Lei Federal nº 6.454/1977, que veda a inscrição de nomes de autoridades vivas em obras públicas, em consonância com o princípio da impessoalidade.

 

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