
Espaço Aberto SOCIEDADE é uma coluna destinada à participação dos leitores, que podem enviar sugestões de pautas, relatos, histórias e lembranças que destaquem fatos, personagens, curiosidades ou legados de relevância para a sociedade.
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Em tempos de “morango do amor”
ou Monjaro, o cuidado emocional é mais urgente do que nunca.
Em meio a tendências que
prometem bem-estar instantâneo — seja por meio de dietas da moda, medicamentos
milagrosos ou frases motivacionais nas redes sociais — uma pergunta simples
pode nos levar a reflexões profundas: Você já se acolheu hoje?
Acolher-se não é apenas parar
por alguns minutos e respirar. É reconhecer que sentimentos, emoções, dores e
frustrações fazem parte da nossa experiência humana. E mais: que eles nos
atravessam, impactam nossa saúde física e mental, e muitas vezes nos levam a
questionar até mesmo nossa espiritualidade.
Na psicologia, especialmente
sob a ótica da psicanálise, o acolhimento vai além da escuta ativa. Ele envolve
respeitar as angústias, celebrar as alegrias, compreender as conquistas e dar
espaço aos desejos. É um processo de escuta interna, onde o sujeito é convidado
a se perguntar: Qual é o meu desejo?
Essa pergunta, aparentemente
simples, carrega uma potência transformadora. Em tempos em que somos
constantemente estimulados a seguir padrões e metas externas, voltar-se para si
mesmo é um ato de coragem. É reconhecer que o cuidado emocional não se resolve
com fórmulas prontas, mas com presença, escuta e respeito à própria história.
Acolher-se é, portanto, um
gesto de saúde. Um movimento que começa no silêncio e se expande em direção à
vida. E você, já se acolheu hoje?
Sou Renata Machado, psicóloga
com ênfase em Psicanálise, e acredito que o acolhimento começa dentro de nós.
Você já se escutou hoje? Já se
permitiu sentir, refletir, cuidar das suas emoções com carinho? Acolher-se é um
ato de coragem e amor próprio.
Vamos conversar mais sobre
isso? renatamachado.psic@gmail.com
*Artigo publicado no impresso
Jornal TRIBUNA da Cidade – Edi. 197 - agosto 2025