Calendário eleitoral: reta decisiva antes da votação de 04 de outubro
Eleições têm 13 candidaturas à Presidência da República; São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, concentra o maior número de candidaturas nesta eleição
A campanha eleitoral de 2026, iniciada oficialmente em 16 de agosto, entra agora em sua fase decisiva. Depois de uma primeira etapa, o calendário passou a concentrar, neste mês, os prazos que antecedem diretamente a votação do dia 4 de outubro – e, se houver segundo turno, também o pleito de 25 de outubro.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) teve até o dia 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno, para concluir a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais. Na mesma data se encerrou o prazo para pedidos de apoio de transporte por comunidades indígenas e quilombolas.
Desde 19 de setembro, quinze dias antes da votação, candidatos passaram a ter uma proteção especial: não podem mais ser detidos ou presos, salvo em flagrante delito. Entre 29 de setembro e 6 de outubro, a mesma garantia se estende aos eleitores, que só podem ser presos em flagrante ou por sentença condenatória de crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.
Já em 3 de outubro, o TSE realiza a Cerimônia de Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização dos resultados, e entre os dias 3 e 5 fica proibido o transporte de armas e munições por CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) em todo o país.
A votação em primeiro turno acontece no dia 4 de outubro, das 8h às 17h no horário de Brasília, em todo o território nacional.
Um eventual segundo turno fica marcado para 25 de outubro, e nesse caso o calendário se repete em menor escala: a propaganda eleitoral gratuita volta ao rádio e à TV entre 9 e 23 de outubro, a proteção contra prisão dos candidatos passa a valer novamente a partir de 10 de outubro e a dos eleitores a partir de 19 de outubro, com nova restrição ao porte de armas por CACs entre 24 e 26 de outubro.
Depois da eleição, o cadastro eleitoral reabre em 3 de novembro, com retomada dos atendimentos presenciais em cartórios, do alistamento e da transferência de título pela internet e da emissão de certidões de quitação eleitoral. Quem faltar à votação no primeiro turno tem até 3 de dezembro para justificar a ausência sem multa, e a Justiça Eleitoral tem prazo até 18 de dezembro para diplomar os eleitos.
Já em 2027, a posse do presidente e do vice-presidente acontece em 5 de janeiro, a dos governadores e vice-governadores em 6 de janeiro, e o prazo final para justificar ausência no eventual segundo turno de outubro vai até 8 de janeiro.
O TSE registrou 13 candidaturas à Presidência da República para 2026: Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Escritor Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Lula (PT), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Zema (Novo). A lista ainda pode sofrer alterações por decisões da Justiça Eleitoral até o dia da votação.
São Paulo: quem concorre pelo estado
São Paulo, o colégio eleitoral mais numeroso do país, também concentra o maior número de candidaturas nesta eleição. Ao governo, o prazo de registro encerrado em 15 de agosto definiu sete nomes na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes: o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição, além de Fernando Haddad (PT), Carlos Machado (PCB), Izadora Dias (PCO), Policial Edjane (Agir), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP).
Para as duas vagas de senador que o estado renova nesta eleição, são 15 candidaturas: André do Prado (PL), Dra. Eliana Ferreira (PSTU), Ednelson Cesaretti (PCO), Geraldo Rufino (Podemos), Guilherme Derrite (PP), Guto Schiavetto (Missão), Maíra de Souza (UP), Márcio Alves (UP), Marina Silva (Rede), Petter Maahs (PCB), Ricardo Salles (Novo), Simone Tebet (PSB), Soninha Francine (Cidadania), Weller Gonçalves (PSTU) e William Teixeira (Agir).
Nas disputas proporcionais, São Paulo também lidera em volume de candidaturas: cerca de 1.089 nomes concorrem às 70 vagas do estado na Câmara dos Deputados, e outros 1.390 disputam as 94 cadeiras da Assembleia Legislativa.
No dia da eleição, o eleitor vota para seis cargos diferentes, sempre na mesma sequência na urna eletrônica: começa pelo deputado federal (quatro dígitos), passa pelo deputado estadual ou distrital (cinco dígitos), depois pelo primeiro e pelo segundo senador (três dígitos cada), segue para o governador (dois dígitos) e termina na Presidência da República (dois dígitos).
A recomendação da Justiça Eleitoral é manter a calma diante da urna, digitar os números com atenção e conferir a foto, o nome e o partido de cada candidata ou candidato antes de apertar a tecla CONFIRMA — em caso de erro, basta apertar CORRIGE e refazer o voto daquele cargo específico.
Para treinar antes do dia da votação, o TSE disponibiliza um simulador que reproduz as etapas do processo em ambiente parecido com o da urna eletrônica e pode ser usado quantas vezes o eleitor quiser, inclusive com recursos de áudio para pessoas com deficiência visual.
A Justiça Eleitoral também recomenda baixar o e-Título com antecedência (quem tem biometria cadastrada pode usá-lo como documento de identificação, já com foto, no momento da votação), e anotar em papel os números dos candidatos escolhidos, já que o celular é proibido dentro da cabine. Vale ainda conferir o local de votação antes da eleição, principalmente para quem pediu transferência temporária de domicílio eleitoral ou teve a zona alterada. A consulta pode ser realizada no site www.tse.jus.br, clicando em “Serviços Eleitorais”, depois em “Autoatendimento eleitoral”, “Consultas” e, por fim, “Onde votar”.
*Reportagem publicada no impresso Jornal TRIBUNA da Cidade – Edi. 208 - setembro 2026


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