El Niño pode ganhar força com chegada da primavera
Fenômeno deve atingir categoria muito forte entre o fim de setembro e o início de outubro, período que marca a mudança de estação
A primavera começou oficialmente no dia 22 de setembro, trazendo a transição do inverno para uma estação marcada, entre outros aspectos, pelo aumento gradual das temperaturas e pela mudança no padrão de chuvas.
Neste ano, a chegada da nova estação ocorre em meio à previsão de fortalecimento do El Niño, que pode atingir intensidade muito forte nas primeiras semanas da primavera.
Segundo a Climatempo, o fenômeno já apresenta intensidade forte e deve continuar ganhando força até o início de outubro. A temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, uma das principais áreas utilizadas para o monitoramento do El Niño no Oceano Pacífico Equatorial, está aproximadamente 1,8°C acima da média. A partir de 2°C, o episódio é classificado como muito forte.
As projeções atuais indicam entre 97% e 98% de probabilidade de que esse limite seja alcançado. Há ainda a possibilidade de o episódio se tornar um dos mais intensos da série histórica acompanhada desde 1950.
O El Niño ocorre a partir do aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e pode alterar os padrões de circulação da atmosfera. Seus efeitos, porém, não são iguais em todo o país e dependem também da interação com outros fenômenos oceânicos e atmosféricos.
No Brasil, o fenômeno costuma estar associado a períodos mais chuvosos no Sul e à redução das precipitações em áreas do Norte. Também pode aumentar a ocorrência de temperaturas elevadas e ondas de calor, principalmente quando combinado com outros padrões atmosféricos.
Para o Sudeste, incluindo a região de Joanópolis, não é possível determinar os efeitos sobre o clima apenas pela intensidade do El Niño. A distribuição das chuvas e a variação das temperaturas ao longo da primavera dependerão da atuação conjunta de diferentes sistemas meteorológicos.
Assim, a possibilidade de um El Niño muito forte não significa, necessariamente, que todas as regiões terão condições extremas. Com a chegada da primavera, o comportamento do fenômeno e suas possíveis influências sobre o clima brasileiro continuarão sendo acompanhados pelos órgãos e instituições de monitoramento meteorológico.
*Reportagem publicada no impresso Jornal TRIBUNA da Cidade – Edi. 208 - setembro 2026 – e atualizada em nosso portal online


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