Monte das Oliveiras

"Saúde em evidência"

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Santiago Andujar Mas

E-mail santi.andujarmas@gmail.com

@clinica_santephysio

Quiropraxia: entre os estalos, os mitos e a ciência.

Quando alguém fala em quiropraxia, é comum que a primeira imagem que venha à cabeça seja o famoso “estalo” na coluna. Para algumas pessoas, ele representa alívio imediato; para outras, causa medo e a sensação de que “um osso saiu do lugar e foi colocado de volta”.  Mas será que é realmente isso que acontece? A quiropraxia ainda é cercada por diversos mitos. E entender o que existe por trás dos movimentos, dos estalidos e das técnicas utilizadas é importante para que o paciente tenha uma visão mais consciente e segura sobre o tratamento.

“Colocar a coluna no lugar”

Essa é provavelmente uma das expressões mais populares, e também uma das que mais precisam ser esclarecidas. Na maioria das situações, não estamos falando de uma vértebra que literalmente “saiu do lugar” e precisa ser colocada de volta. A coluna vertebral possui articulações, músculos, ligamentos e estruturas nervosas que trabalham em conjunto. Durante uma avaliação, o profissional pode identificar alterações de mobilidade, restrições articulares, tensão muscular, padrões de movimento e outras alterações funcionais. A técnica quiroprática busca melhorar a mobilidade e a função dessas estruturas, dentro dos limites seguros para cada paciente. Por isso, dizer simplesmente que “colocamos o osso no lugar” é uma maneira popular de explicar algo muito mais complexo.

E aquele famoso “estalo”?

Outro grande mito é acreditar que o estalo significa que o osso “entrou no lugar”. O som produzido durante alguns ajustes quiropráticos está relacionado principalmente a fenômenos físicos dentro da articulação, incluindo mudanças rápidas de pressão e formação de uma cavidade gasosa no líquido sinovial, fenômeno conhecido como cavitação. E existe outro detalhe importante: uma boa sessão de quiropraxia não precisa necessariamente produzir estalos para ser eficaz. Existem técnicas manuais e instrumentais que trabalham as articulações e os tecidos sem produzir esse som.

“Quanto mais estalar, melhor?”

Não. Essa é uma ideia que pode levar a um erro comum: transformar o estalo no objetivo do tratamento. O objetivo não deve ser produzir o maior número possível de estalos, mas melhorar a função, a mobilidade e, quando indicado, contribuir para a redução da dor e melhora da qualidade de movimento. Cada paciente apresenta uma necessidade diferente. Por isso, a técnica, a intensidade e a região tratada devem ser escolhidas individualmente após uma avaliação adequada.

Quiropraxia é apenas para quem sente dor?

Também não. Embora muitas pessoas procurem o atendimento por dores na coluna, pescoço, ombros ou outras regiões do sistema musculoesquelético, a avaliação pode ter um caráter preventivo e funcional. Observar mobilidade, postura, padrões de movimento e limitações antes que um problema se torne mais incapacitante pode fazer parte de uma estratégia de cuidado.

“Quiropraxia é perigosa?”

Como qualquer intervenção na área da saúde, a quiropraxia exige conhecimento técnico, avaliação e respeito às contraindicações. Antes de realizar uma técnica, é importante identificar sinais de alerta, histórico clínico, sintomas, medicamentos utilizados, condições de saúde e características específicas de cada paciente. Nem todo paciente deve receber a mesma técnica e, em determinadas situações, o ajuste pode não ser indicado. Por isso, o mais importante não é procurar alguém que simplesmente “estale a coluna”, mas um profissional capacitado para avaliar e tratar de maneira individualizada.

Na Sante Physio, entendemos que o paciente não deve ser tratado apenas pelo sintoma. A proposta é integrar diferentes recursos da fisioterapia e da quiropraxia de acordo com as necessidades de cada paciente.

Santiago Andujar Mas

CREFITO-3: 215378-F

Rua Vereador Alípio Fernandes Cardoso, nº 315 – Bairro Bela Vista.

Agendamentos e informações: (11) 9.7238-5327.

*Artigo publicado no impresso Jornal TRIBUNA da Cidade – Edi. 207 - julho/agosto 2026

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